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A fragilidade de um patrimônio incalculável...

Atualizado: 3 de nov. de 2020

A fragilidade de um patrimônio incalculável...



Foto: Fernando Tatagiba/ICMBio/AFP


O alerta para os cuidados com o Meio Ambiente são antigos. No século passado já se falava na importância de preservar. Um dos principais músicos brasileiros, Luiz Gonzaga lançou em 1989 a música “Xote Ecológico” e já citava a extinção do “verde” – referindo-se as matas e florestas - a dificuldade de respirar e de não poder plantar alimentos por causa da poluição.


A mesma poluição que continua, aumenta a cada dia, degrada o Meio Ambiente, desequilibra ecossistemas e pode desencadear prejuízos a todos os seres vivos, à saúde humana, ao bem-estar e também à economia.


Para evitar essa degradação, a preservação é uma das principais “armas”. Preservar as matas e florestas, significa preservar a vida. Mas com o passar dos anos, esse tema antes muito discutido caiu em desuso e começamos a acostumar com a degradação geral.

As notícias das queimadas no Pantanal, na Amazônia e no cerrado – onde estão nascentes das três maiores bacias hidrográficas da América do Sul - não chocam mais. Parece que nos jornais e na televisão estão falando de algo muito distante de nós. Mas a verdade é que não paramos para mensurar o tamanho dos prejuízos e dos problemas que poderemos ter agora e no futuro, por não acreditarmos que a preservação seja importante.


O fogo que destrói nossas florestas gera um grande extinção em massa de espécies importantes. São quilômetros e mais quilômetros de área queimada, hectares de terra antes verdes e preservadas, em total degradação. Ambientalistas e voluntários tentam com a ajuda de governantes salvar o que jamais poderíamos perder... mas ainda não é o suficiente. É preciso o envolvimento de toda a sociedade para reverter as queimadas que aumentam a cada ano.

Mas afinal, qual a importância dessa preservação?

As florestas tem um papel fundamental para a vida humana. Quando são conservadas, agem como uma solução para combater o avanço da crise climática e da biodiversidade. Porém, quando são queimadas e ou desmatadas, o efeito é contrário, e contribuem com o problema, porque emitem gases do efeito estufa que antes estavam retidos e comprometem o habitat das espécies da biodiversidade.


Há anos, a ciência defende a integridade das florestas. São elas que estocam carbono e regulam o clima. A Amazônia, por exemplo, leva a umidade gerada na floresta para outras regiões. A água serve para irrigar plantações e encher reservatórios de água. Só na Amazônia, nos últimos anos, foram documentadas cerca de 600 novas espécies, mesmo como baixo investimento do Brasil em ciência e pesquisa. Mas o avanço do desmatamento coloca em risco milhares – ou centenas de milhares – de espécies que sequer conhecemos.


Estudos já mostraram que ao passo que as florestas são degradadas, aumenta a incidência de malária, ou seja, a floresta é também um importante para evitar a proliferação de doenças. Além disso, a não preservação das florestas, pode contribuir com as doenças zoonóticas, que são transmitidas de animais selvagens para humanos. E não para por aí. Se você gosta de tomar um chá, opta por medicamentos naturais, saiba que a floresta é uma verdadeira farmácia de medicamentos naturais.


É por isso, que precisamos repensar a nossa relação com o Meio Ambiente, com a natureza e nos engajar em soluções para manter as florestas. Ainda dá tempo de refletirmos sobre a importância delas. Para isso, podemos olhar a nossa volta, para o meio onde vivemos, o que estamos fazendo para ajudar na nossa cidade? Quantas árvores eu já plantei para contribuir com o ar que respiro? Quando vou a um parque natural fazer uma trilha ou passear, deixo resíduos que possam comprometer a vida deste local?


Pense, as florestas precisam de nós, mas nós precisamos muito mais delas. A nossa vida, depende das florestas!

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