top of page
LOGO-SITE.png

MATAS CILIARES

Porque é importante preservá-las?


As matas ciliares são formações vegetais nativas, que ficam às margens de rios, igarapés, lagos, olhos d´água e represas. O nome “ciliar” é uma referência aos cílios que tem a função de proteger nossos olhos, assim como a mata protege esse locais. No caso das águas, esse tipo de mata tem o objetivo de proteger contra o assoreamento. Também pode ser conhecida como mata de galeria, mata de várzea, vegetação ou floresta ripária.


A mata ciliar também é capaz de reciclar elementos em condições de solos encharcados, promover a interação entre os ecossistemas terrestre e aquático, pois cumpre a importante função de corredores para a fauna, já que permitem que animais silvestres possam deslocar-se de uma região ou bioma para outro, tanto em busca de alimentos como para fins de reprodução.


Preservar essa vegetação ajuda também a combater a escassez de água, preocupação que aumentou muito após recentes crises hídricas. Essas áreas atuam como uma espécie de filtro para as águas superficiais que alcançam os cursos de água, barrando sujeiras, sólidos sedimentáveis e até eventuais agrotóxicos, que são carreados pelo escoamento superficial. Além de promover a fixação das margens dos cursos de água.

Sem a mata ciliar, a água da chuva escoa pela superfície, o que impede sua infiltração e armazenamento no lençol freático, consequentemente, reduzem-se as nascentes, os córregos, os rios e os riachos.


Legenda: Matas ciliares desempenham importante papel na preservação da água. Crédito: Getty Images/iStockphoto

É por isso que a preservação destas áreas é imprescindível para garantir o desenvolvimento sustentável.


A legislação ambiental garante a preservação das matas ciliares, que são consideradas pelo Código Florestal Federal (Lei n° 12.651/2012) como Área de Preservação Permanente – APP, com diversas funções ambientais, devendo nesses ambientes se respeitar uma extensão específica de acordo com a largura dos rios, córregos, lagos e nascentes. O seu desmatamento é considerado um crime ambiental.


Uma das principais ameaças das matas ciliares é o crescimento da pecuária e da agricultura, já que para o plantio de alimentos e a criação de gado de corte, muitos agricultores e pecuaristas acabam não preservando a mata.


Sem a preservação desse tipo de formação florestal o meio ambiente sofre e a quantidade das águas diminui.

Mas dá pra recuperar a Mata Ciliar?

É possível sim recuperar ou restaurar uma área de mata ciliar que foi degradada. O processo de restauração consiste em deixar o espaço o mais próximo possível da sua condição original, ou seja, de como era antes de ser modificada pela ação humana. Também é possível recuperar essa área de mata ciliar que foi alterada. Para isso é preciso dar condições da vegetação voltar a se recompor, ela não precisa ficar igual a condição original, mas é preciso restituir o ecossistema a uma condição não degradada.


Para restabelecer a mata ciliar é importante contar com ajuda especializada para desenvolver um Programa de Recuperação de Área Degradada – PRAD. Com o planejamento feito por profissionais, fica mais fácil colocar em prática o método que vai ser executado para restaurar ou recuperar a mata.


Esse processo depende do grau de degradação da mata ciliar, ou seja, quanto mais degradada estiver, maior deve ser a intervenção, pois a capacidade de regeneração pode estar comprometida. Por isso, é preciso avaliar as condições da área degradada para decidir o melhor modo de restaurar.


Entre as técnicas que podem ser utilizadas estão: chuva de sementes, poleiros artificiais, plantio total, enriquecimento, regeneração natural, nucleação e sistemas agroflorestais.


As metodologias mais aplicadas são:


. Regeneração Natural: é a mais desejada e acontece através de um processo natural. Pode ser acelerada ou potencializada por alguns atrativos que podem ser implantados na área, como: os poleiros artificiais, a transposição de solo e a implantação de refúgios para fauna. Estas medidas acabam tornando a área mais atrativa para fauna, que vai auxiliar no processo de regeneração. A metodologia é mais indicada para áreas próximas a remanescentes nativos, que podem servir como banco de sementes, e para casos onde não houveram grandes intervenções antrópicas, além da retirada da vegetação nativa.


. Regeneração Induzida: como o próprio nome já diz, é induzida através do plantio direto de espécies nativas da região. Geralmente é aplicada em áreas que já se encontram muito degradadas, ou onde é necessária uma maior rapidez na recuperação da área. Nesta metodologia, as espécies são dispostas em linhas, ou ilhas, intercalando espécies pioneiras com espécies secundárias. O espaçamento entre as mudas vai variar dependendo das características de cada

Posts recentes

Ver tudo

Commenti


bottom of page